31 décembre 2022

Bibliothèques

 


New York Public Library

 'A good book is the precious life-blood of a master spirit, embalmed and treasured up on purpose to a life beyond life.' John Milton



Le géographe, naturaliste et explorateur Alexander von Humboldt (1769-1859) dans sa grande bibliothèque au large éventail d'intérêts, rue Oranienburger, à Berlin. Il a entrepris une expédition de 5 ans en Amérique latine en 1799.

 

 



La superbe Bibliothèque Métropolitaine Ervin Szabó, dans le Palais Wenckheim, à Budapest.



La bibliothèque juridique (hôtel de ville de Munich à Marienplatz), magnifiquement conçue par Georg von Hauberrisser en 1906.










Félix Vallotton - "La bibliothèque" (1921)



Vuillard - "La bibliothèque"





Bibliothèque de Versailles



La salle ovale de la BNF


A livraria Lello à Porto



La bibliothèque du musée Condé au château de Chantilly







Un homme de 88 ans est mort en Allemagne 2022 ?. Il avait une bibliothèque privée de 70 000 livres que personne ne connaissait et il a construit lui-même tous les meubles pour les livres. 






La bibliothèque Certosa di Padula à Salerne avec son sol en majolique de 1700 et la voûte peinte par Giovanni Olivieri en 1763. Une salle à laquelle seul le Prieur avait accès, qui gardait des dizaines de milliers de volumes et de manuscrits.



Bibliothèque nationale de la République tchèque à Prague


23 septembre 2021

Plus de 5 ans..

 


Depuis le printemps 2016, me hante l'idée de réunir et de rendre accessibles les travaux de FGC, en particulier pour les siens.

Mardi 21 septembre 2021

Caro António,

No decorrer das nossas conversas de Junho/Julho passado, à margem da minha saída da cooperativa, reiterei o desejo, expresso após a morte de Francisco, de confiar o espolio que deixou aos cuidados da UAL. O António manifestou um certo interesse nisso.

Ao elaborar o inventário e a tipologia dos documentos, aparecerá, penso eu, que estes podem constituir um valor acrescentado para a universidade. Páginas consagradas no website da UAL podem ser partilhadas, oferecendo uma matéria diversificada sobre a qual trabalhar. O espolio não é uniforme (há manuscritos dactilografados, vários cadernos e notas manuscritas, fitas magnéticas, um livro inacabado, umas entrevistas radio/TV) e é bastante eclético (cursos de economia e gestão, artigos de imprensa sobre assuntos da actualidade (em particular o choque petroleiro), documentos ligados à administração da cooperativa, conferencias em varias instituições, sem falar dos livros publicados (desde a moeda e a política até o Islão, Gulbenkian e a Macroeconomia), alguns dos quais estão esgotados.

Será evidentemente necessário consultar as direcções académicas e administrativas da UAL, que têm autoridade para examinar, modificar ou mesmo destruir certos documentos, a fim de evitar qualquer utilização indevida.

Os documentos foram mantidos em boas condições (sem humidade), portanto o arquivamento dos documentos seleccionados pode ser efectuado recorrendo ao fac-símile por simples fotocópias, sendo a digitalização inevitável.
No que diz respeito aos livros, parece que Google books empreende a sua digitalização quando os titulares dos direitos dão o seu acordo.

Estou consciente que a tarefa tem um aspecto constrangente, mas tenho a certeza que é gratificante. Poderia ser uma oportunidade para uma tese de mestrado em história e/ou economia ou gestão dos arquivos.
Se não houver um espaço de trabalho na UAL, posso oferecer um, independente, na minha casa onde está actualmente o espolio.

Para a memória do Francisco e o papel que teve na criação da UAL, gostaria muito que houvesse um envolvimento formalizado neste projecto da parte da universidade.

Gostaria de poder falar consigo rapidamente sobre este assunto, hora, dia e meio à sua conveniência.

Abraço,
Anne



Le professeur Lancastre Benardo répond le lendemain :

Cooperadora Anne Correia Guedes,
Estimada Amiga.

O assunto relativo ao espólio do Cooperador Francisco Correia Guedes vai ser apreciado na reunião do Conselho de Administração (CA) da CEU na reunião agendada para amanhã, dia 23/9.
Entretanto já enviei aos participantes na reunião do CA cópia do seu Mail para que amanhã se possam tomar as decisões que a situação obviamente requer.
Como lhe disse em anteriores contatos existe da parte do CA vontade de que sejam tomadas as medidas que se julguem mais adequadas para se garantir a preservação do espólio do Cooperador Francisco Correia Guedes.
Em breve contatá-la-ei para lhe dar conta das decisões tomadas pelo CA.  

Com a maior estima,


ANTÓNIO DE LENCASTRE BERNARDO
Presidente do Conselho de Administração
Lencastre.bernardo@autonoma.pt 

Et le jour suivant la réunion :

...

Em conformidade com o que lhe tinha prometido a questão relativa ao "Espólio do Cooperador Francisco Correia Guedes" foi analisada na reunião do Conselho de Administração da CEU que ontem se realizou.
Foi deliberado a constituição de um Grupo de Trabalho composto pelos Cooperadores Fernando Martins e João Pancada Correia ( a quem copio este Mail) que vão providenciar no sentido de se tentar encontrar a melhor solução para a preservação do referido espólio.
Os Cooperadores  Fernando Martins e João Pancada Correia (que vão contatá-la telefonicamente) definiram como primeira diligência um contato pessoal com a Anne para em conjunto planearem as ações a levar a cabo e respetivos timings.

Continuo ao seu dispor para ajudar a resolver esta situação que de fato se arrasta há demasiado tempo.

...

Cette année, l'équinoxe qui peut se produire le 21, le 22 ou le 23, était le 22. Explications ici :




23 septembre 2019

Voici septembre


Sa lumière unique, oblique, et ses ombres longues à n'en pas finir.
Les feuilles de l'automne que le vent apporte et emporte.
Colchiques dans les prés.
Le temps de la luxuriance a pris fin, la végétation a moins soif,
S'achemine imperceptiblement la saison végétative,
celle de l'intériorisation, de la réflexion, de la régénération peut-être.

Maintes sociétés saluent la nature au moment de l'équinoxe, pour l'abondance prodiguée pendant les mois d'été ou pour l'avènement des grandes marées, malgré les tempêtes.
C'est le temps de ramasser du bois sec en prévision de l'hiver, même si le soleil est glorieux et la terre chaude encore.
Le temps aussi de se défaire du superflu, de l'encombrant, de l'insignifiant.
Le temps de faire peu à peu le vide, posément.
Flotter dans la douceur de l'air, pur bonheur de respirer.






4 février 2019



Une fresque murale à Lyon


Francisco Corrêa Guedes 
Calouste Gulbenkian : uma reconstituição

Gradiva Publicações Lda - ISBN 972662276, 1992,  518 p.




 
Uma biografia do homem que detestava pagar impostos. Uma biografia que deita abaixo muitos mitos.
Uma biografia que a Fundação Gulbenkian achou portanto mais seguro ignorar.

Calouste Sarkis Gulbenkian, em arménio: Գալուստ Սարգիս Կիւլպէնկեան (Üsküdar, 23 de Março de 1869 — Lisboa, 20 de Julho de 1955), foi um engenheiro e empresário arménio otomano naturalizado britânico (1902), activo no sector do petróleo e um dos pioneiros no desenvolvimento desse sector no Médio Oriente.2 3 Foi também um mecenas, tendo dado um grande contributo para o fomento da cultura em Portugal. A sua herança esteve na origem da constituição da Fundação Calouste Gulbenkian. Nasceu numa família de abastados comerciantes arménios de Istambul. O seu pai importava querosene da Rússia. Estudou em Londres, no King’s College, onde obteve o diploma de Engenharia (1887). Fez uma viagem à Transcaucásia em 1891, visitando os campos petrolíferos de Baku.

Aos 22 anos de idade, publicou o livro La Transcaucasie et la Péninsule d’Apchéron – Souvernirs de Voyage, do qual alguns capítulos foram publicados numa revista que chegou às mãos do ministro das Minas do governo otomano. Gulbenkian foi por este encarregado de elaborar um relatório sobre os campos de petróleo do Império Otomano, em especial na Mesopotâmia. Negociador hábil e esclarecido, perito financeiro de grande categoria, Gulbenkian negociou contratos de exploração petrolífera com os grandes financista internacionais e as autoridades otomanas, fomentando a exploração racional e organizada desta fonte de energia emergente. A indústria internacional dos petróleos começava a tomar forma no fim do século XIX. Gulbenkian organizou o grupo Royal Dutch, serviu de ligação entre as indústrias americanas e russas e deu o primeiro impulso à indústria na região do Golfo Pérsico.

Durante a Primeira Guerra Mundial sugeriu em França a criação de um gabinete para controlo do petróleo, o Comité Générale du Pétrole, chefiado por Henri Bérenger. Ao serviço deste comité, obteve êxito para um seu plano: pelo Tratado de San Remo (1920), a França ganhou à Grã-Bretanha o direito a administrar os interesses do Deutsche Bank na companhia de petróleo turca (os ingleses faziam-no desde 1915). Em 1928, desempenhou papel fulcral nas negociações multi-partidas entre grandes empresas internacionais para a divisão da então Turkish Petroleum Co., Ltd. (hoje a Iraq Petroleum Co., Ltd.) entre a Anglo-Persian Oil Co. (hoje a BP), a Royal Dutch Shell Group, a Companhia Francesa de Petróleos e a Near East Development Corp. (metade da Standard Oil e metade da Socony Mobil Oil). A cada uma coube 23,75% do capital e, a Calouste Gulbenkian, 5%. Este facto originou que Gulbenkian ficasse conhecido na indústria do petróleo como “o Senhor Cinco por Cento”. A riqueza que acumulou permitiu-lhe satisfazer a paixão pelas obras de arte.

A 28 de Fevereiro de 1950 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. Em 1892 desposa em Londres Nevarte Essayan, tal como ele natural de Cesareia e descendente de família arménia nobre e abastada. Do casamento nascem dois filhos Nubar Sarkis (1896-1972) e Rita Sirvarte (1900-1977). O filho de Rita Sirvarte, Mikhael Essayan (1927-2012), foi Presidente honorário da Fundação, e o seu filho Martin Essayan – bisneto de Calouste Gulbenkian – é, actualmente, administrador da Fundação, responsável pelas actividades na Grã-Bretanha e na República da Irlanda, e também pelo Serviço das Comunidades arménias. Calouste Gulbenkian foi um amante de arte e homem de raro e sensível gosto, além de reunir uma extraordinária colecção de arte, principalmente europeia e asiática, de mais de seis milhares de peças. Na arte europeia, reuniu obras que vão desde os mestres primitivos à pintura impressionista. Uma parte desta colecção esteve exposta por empréstimo, entre 1930 e 1950, na National Gallery (Londres) em Londres, e à Galeria Nacional de Arte em Washington, DC. Figuram na colecção obras de Carpaccio, Rubens, Van Dyck, Rembrandt, Gainsborough, Romney, Lawrence, Fragonard, Corot, Renoir, Boucher, Manet, Degas, Monet e muitos outros.

Além da pintura, reuniu um importante espólio de escultura do antigo Egipto, cerâmicas orientais, manuscritos, encadernações e livros antigos, artigos de vidro da Síria, mobiliário francês, tapeçarias, têxteis, peças de joalharia de René Lalique, moedas gregas, medalhas italianas do Renascimento, etc. Quando de sua morte, em 1955, a sua colecção de obras de arte estava avaliada em mais de 15 milhões de dólares. Foi desejo de Gulbenkian que a colecção que reuniu ao longo da vida ficasse exposta num mesmo local. Assim é, em Lisboa, desde Junho de 1960.

Em 1969 foi inaugurado o edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian (que acolhe os serviços centrais da Fundação, 2 auditórios, salas de conferências e 2 espaços expositivos) e o Museu, onde se encontra esta colecção permanente. Em 1983 foi inaugurado o Centro de Arte Moderna, no mesmo parque junto à Praça de Espanha onde se localizam todos esses edifícios.

Tal como soube reunir uma enorme fortuna ao longo da vida, Gulbenkian soube distribuí-la em testamento com generosidade. Na caridade, deixou verbas para especial protecção das comunidades arménias, que à altura não tinham asseguradas as necessidades básicas pelas organizações internacionais. Foi benfeitor do Patriarcado Arménio de Jerusalém. Como era devoto da Igreja Arménia, fez construir em Londres a Igreja de São Sarkis, dedicado à memória dos seus pais e onde se encontram as suas cinzas.

Em Abril de 1942, entrou em Portugal pela primeira vez, convidado pelo embaixador de Portugal em França. Inicialmente, Lisboa seria apenas uma escala numa viagem a Nova Iorque, mas o empresário adoeceu e acaba ficando mais tempo do que planeara, agradado com a paz que em Portugal se vivia durante o conflito que devastava o resto da Europa. Sentindo-se bem acolhido, estabeleceu residência permanente em Lisboa, no Hotel Aviz. Acabou por se instalar definitivamente até à sua morte em 1955. O testamento, datado de 18 de Junho de 1953, criou a fundação com o seu nome que ficou herdeira do remanescente da sua fortuna, e que tem fins, artísticos, educativos e científicos, elegendo Portugal para a sua fixação – agradecendo, postumamente, o acolhimento que teve num momento crítico da história da Europa e sabendo o respeito que em Portugal haveria pelo escrupuloso cumprir da sua vontade.

"Aqui deixo, pois, ao meu leitor a ´reconstituição´ de uma personagem, mas a de épocas e lugares: o cenário adquire importância da mesma magnitude que a da personagem que nele se movimenta. Entendi que, se renunciasse a tentar dar dos acontecimentos e do mundo seus contemporâneos um relato e uma ideia, nunca a história de Calouste podia ser adequadamente enquadrada e a sua importância razoavelmente ilustrada. Ela construiu-se com os ingredientes dos grandes embates geopolíticos do tempo, e os seus actores principais, além de pessoas que se tornaram famosas, foram também nações, governos, grandes cartéis internacionais, homens sem rosto das intelligences, as alianças de uns e de outros e as grandes, terríveis ou grotescas conspirações por eles armadas.
Mas é também isso que confere extraordinária actualidade à história de que Calouste Gulbenkian é o fio condutor. Esses embates tiveram, em regra, consequências e degenerações que se apercebem, nestes nossos dias de fim de século, ao nível de um palmo apenas abaixo da superfície dos conflitos insolúveis e trágicos que servem de alimento aos media e dão razão aos videntes do mau augúrio. Talvez me engane, mas parece-me que está por saldar para com ele a única dívida que teríamos, quiçá, a possibilidade de amortizar. A do reconhecimento do génio, que, sozinho construiu e protegeu um formidável património que nos deixou em herança. E isso só será possível sabendo ao certo como o construiu e protegeu, com e contra estados nacionais, cartéis poderosos e suas coligações. Com.. aqueles e aquelas que em paga enormemente beneficiou; contra aqueles e aquelas que tudo fizeram para o abater sem hesitação nem escrúpulo. De facto, havendo tantos e tão talentosos escritores em Portugal, é pelo menos estranho que não tivesse havido quem contasse bem e com verdade a história deste homem excepcional".

O leitor aperceber-se-á de que em diferentes momentos desta narrativa alguns nomes de pessoas, topónimos, etc., aparecem transcritos com várias grafias. Deve-se esta circunstância ao facto de em determinados contextos histórico-geográficos existir uma diversidade de povos, com línguas, alfabetos e formas distintas de designar a mesma coisa. A título de exemplo, cita-se o caso de Adianopla (origem grega) e Edine (origem turca).



23 septembre 2018

Un an de plus


Se laisser porter par les mots



... Virginia Woolf

Words are full of echoes, of memories, of associations



Du solstice d'hiver à l'équinoxe d'automne


Le 23 septembre est le jour où l'on compte le plus de naissances en France. Compte tenu de la durée moyenne de gestation (265 jours), ce pic correspond à des conceptions du Nouvel an, remarque un rapport (2011) de l'INED (Institut National d'Études Démographiques), qui explique que les conceptions donnant lieu à une naissance sont presque deux fois plus nombreuses" la nuit du 31 décembre au 1er janvier que n'importe quel autre jour de l'année.



Au xviie siècle en France, les naissances étaient plus nombreuses entre janvier et avril et, à l’inverse, moins fréquentes entre mai et décembre. Il naissait près de deux fois plus d’enfants en mars qu’en juin. Ce phénomène a longtemps été considéré comme lié à la nature, l’augmentation des conceptions à partir d’avril étant associée au printemps et à la hausse des températures. Il était lié en réalité à la saisonnalité des mariages et aux interdits religieux, les rapports sexuels et les mariages étant proscrits pendant le carême et l’avent. La saisonnalité des naissances s’amenuise au xxixe et xxe siècles et le pic des naissances se décale de l’hiver vers le printemps.

Ces changements reflètent l’évolution des comportements, notamment la moindre observance des préceptes religieux. Aujourd’hui, il ne reste plus qu’un pic d’accouchements fin septembre lié aux conceptions du nouvel an. Elles sont deux fois plus fréquentes qu’un autre jour de l’année et occasionnent à la fois un surplus de naissances et d’IVG.





Cette année, l'équinoxe, l'instant où le soleil traverse le plan de l'équateur terrestre, où le soleil passe au zénith de l'équateur, est le 23 septembre. Le soleil se lèvera plein Est et se couchera plein Ouest.
À l'équinoxe la durée du jour égale celle de la nuit, aequus (égal) et nox (nuit) : 12 heures de jour, 12 heures de nuit. À partir de cet instant les nuits s'allongeront de plus en plus jusqu'au solstice d'hiver, quand le soleil aura atteint sa déclinaison la plus basse.

Selon l'IMCCE, l'Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (Observatoire de Paris), le phénomène se produira à 2h54 du matin (heure de Lx).




In dreams the living and the dead drop in to keep me company
Charles Glass former hostage










23 septembre 2016

Équinoxe



L’équinoxe de septembre oscille entre le 22 et le 23. Cette année il ("équinoxe" est masculin) se produisit le 22. En 2018, ce sera le 23.
Premier anniversaire où ne subsiste que la sensation légère et nostalgique de la fin de l'été et du début de l'automne. 
L'homme de vague est dans nos songes.

Marcel Proust écrivit  Sur la lecture pour préfacer un essai de John Ruskin, Sésame et les lys (Mercure de France, 1906). Il se saisit de l'étude de Ruskin pour se remémorer une journée d'enfance passée à lire Le Capitaine Fracasse, de Théophile Gautier, et exposer ses propres idées sur la lecture ou plutôt faire l'éloge de celle-ci.

"Il n'y a peut-être pas de jours de notre enfance que nous ayons si pleinement vécus que ceux que nous avons cru laisser sans les vivre, ceux que nous avons passés avec un livre préféré", affirme d'emblée Marcel Proust cette préface, avant de s'opposer sur un plan plus théorique au célèbre esthète anglais dont il conteste l'attribution à la lecture du rôle prépondérant de communication spirituelle. 
"C'est donner un trop grand rôle à ce qui n'est qu'une initiation d'en faire une discipline. La lecture est au seuil de la vie spirituelle; elle peut nous y introduire, elle ne la constitue pas (...)
Tant que la lecture est pour nous l'initiatrice dont les clefs magiques nous ouvrent au fond de nous-même la porte des demeures où nous n'aurions pas su pénétrer, son rôle dans notre vie est salutaire. Il devient dangereux au contraire quand, au lieu de nous éveiller à la vie personnelle de l'esprit, la lecture tend à se substituer à elle, quand la vérité ne nous apparaît plus comme un idéal que nous ne pouvons réaliser que par le progrès intime de notre pensée et par l'effort de notre cœur, mais comme une chose matérielle, déposée entre les feuillets des livres comme un miel tout préparé par les autres et que nous n'avons qu'à prendre la peine d'atteindre sur les rayons des bibliothèques et de déguster ensuite passivement dans un parfait repos de corps et d'esprit."


En 1964, l'UNESCO recommanda de n'employer le terme livre que pour des ouvrages comportant au moins 49 pages, pages de couverture non comprises.





















18 avril 2016

Articles et communications de 1971 à 2012





1971

  • A Situação Monetária Internacional (1), in Diário de Lisboa (08.12)
  • A Situação Monetária Internacional (2), in Diário de Lisboa (15.12)



1973

  • O Puzzle Monetário (1), in Diário de Lisboa (20.03)
  • O Puzzle Monetário (2), in Diário de Lisboa (27.03)
  • O Puzzle Monetário (3), in Diário de Lisboa (03.04)
  • O Puzzle Monetário (4), in Diário de Lisboa (24.04)
  • O Puzzle Monetário (5), in Diário de Lisboa (15.05)
  • O Puzzle Monetário (6), in Diário de Lisboa (22.05)
  • O Puzzle Monetário (7), in Diário de Lisboa (05.06)
  • O Puzzle Monetário (8), in Diário de Lisboa (20.03)
  • O Puzzle Monetário (9), in Diário de Lisboa (12.06)

Il existe un projet de publication en livre de cette longue série d'articles.



1974

  • As Reivindicações e a Economia, in Diário de Noticias (06.08)
  • A Política Económica Necessária ou a Quadratura do Circulo in Diário de Noticias (16.08)
  • Bipartidarismo e Pluripartidarismo, in Diário de Noticias (30.08)
  • Os Mistérios do "Deficit", in Diário de Noticias (13.09)
  • Restrições Socialistas e Instabilidade Capitalista – o Desenvolvimento, in Diário de Noticias (31.12)

1975

  • O Adiamento daria à Reacção Possibilidades de se organizar, in Vida Mundial, n°1844 (16.01)

1977

  • Vem ai o Natal... e o FMI, in O Jornal (09.12)

1978

  • A Unidade Europeia e as Questões Monetárias, in O Jornal (27.10)
  • A "Moeda Europeia" renasce das Cinzas, in O Jornal (03.11)


1979

  • A Questão Agrícola, in Diário de Noticias (09.07)
  • A Política Agrícola comum, in ? (?.08)


1980

  • As Sociedades Transnacionais e os Estados (conferencia proferida no Instituto dos altos Estudos Militares (09.03)
  • As Multinacionais e as Nações, in Diário de Noticias (02.06)
  • A Evolução Recente das Multinacionais, in Diário de Noticias (09.06)
  • A Evolução Multinacional modifica-se nos Anos Setenta, in ? (?.06)
  • Estados e Multinacionais : Clima de Tréguas, in Diário de Noticias (30.06)
  • Os Estados contra as Multinacionais, in Diário de Noticias (?.07)
  • Empresa Transnacional - Poder e Livre Cambismo, in Tempo (sans date)


1981

  • Reflexão sobre a Adesão de Portugal à CEE – A distancia da Europa, in Tempo (26.02)
  • Reflexão sobre a Adesão de Portugal à CEE – Pobre, Trabalhador Agrícola, Maior de 50 Anos, in Tempo (12.03)
  • Industria Portuguesa e a Integração Europeia – As Forças do Candidato, in Tempo (26.03)
  • Reflexão sobre a Adesão de Portugal à CEE – A Crise Económica em Sectores Industriais, in Tempo (16.04)
  • Empresa Transnacional - Pax Americana, in Tempo (?.?)
  • (sans date) A Trégua Multinacional (1) : As Multinacionais e as Nações, no Instituto da Defesa Nacional
  • (sans date) A Trégua Multinacional (2) : Evolução Multinacional nos Anos Recentes, no Instituto da Defesa Nacional
  • (sans date) A Trégua Multinacional (3) : Uma mudança de grande Significado, no Instituto da Defesa Nacional
  • (sans date) A Trégua Multinacional (4) : Os Estados contra as Multinacionais, no Instituto da Defesa Nacional
  • (sans date) A Trégua Multinacional (5) : O Camelo pelo Buraco da Agulha, no Instituto da Defesa Nacional


1986

  • Da Bomba Atómica à Defesa Especial, in Século (07.11)
  • Conflito e Cumplicidade, in Século (25.11)


1987

  • D. Sebastião em Bruxelas, in Século (16.01)
  • A Questão Agrícola, in Século (28.01)
  • A CEE que nos convém, in Século (10.02)


1991

  • Burocracia : de Weber à "Public Choice" in (Seminário ?) Burocracia – Que Problemas, que Respostas (16/17.05)


1994

  • Cataláxia em Caricatura, in Diário de Noticias (19.12)


1996

  • A Quimera do Euro (1), in Diário de Noticias (15.06)
  • O Euro é uma Aventura Próxima da Irresponsabilidade, in Semanário Económico (26.07)
  • Carta ao João Cesar das Neves a propósito de "Economia do Zé do Telhado". Não parece ter sido publicada esta carta aberta (18.09)


1997

  • Professores de Coimbra, in "Meu Caro DN", Diário de Noticias (04.02)
  • Imitação de Kipling ou o Decálogo da (Má) União, in Cartas ao Director, Público (24.02)

  • Cinco Fascínios, in "Meu Caro DN", Diário de Noticias (14.03)
  • O Peso de Maastricht, in "Meu Caro DN", Diário de Noticias (30.04)
  • Equívocos e Paradoxos do "Pensamento Único" (I, II, III, IV), in Tribuna de ? (fin 1997 ?)


    1998

    • A Medicina : uma Profissão... "pas comme les autres" !, "conversa" para os caloiros de Medicina na abertura das aulas do ano lectivo 1998-1999
    • E se a bolsa de Nova Iorque se engasgar ?, entrevista no Diário de Noticias (29.11)


    2000

    • Não há Mercado no Petróleo, entrevista no Diário de Noticias (04.09)


    2001

    • A "Real Politik" do Euro, in Meridionalia, revista do pôlo de Beja da Universidade Moderna, p. 251 (février).
    • Trinta Mil Genes, só ?, in Diário de Noticias (04.03)

    • Tribuna - Génios do Futebol, in Diário de Noticias (18.03)
    • Argumentos - Detectives e Assassinos, in Diário de Noticias (11.05)
    • Genoma, Vida Eterna e Impostura, não parece ter sido publicado, mandado ao DN (12.05)
    • Argumentos - A Faísca, in Diário de Noticias (23.05)
    • Argumentos – Pegadas de Protagonistas, in Diário de Noticias (07.08)
    • Protagonistas da Convulsão - Os Árabes, in Diário de Noticias (?.08 ?)
    • Petróleo e Terror, in Diário de Noticias (21.10)
    • O Vento e o Senso Comum, in Diário de Noticias (?.12)


    2002

    • Os Pais das Piores das Bombas, in "Meu Caro DN", Diário de Noticias (10.08)

    2003


    Dossier publicado in História - Ano XXV (III série), nº 60 (Outubro 2003), p. 16-40


    2005

    • Gulbenkian era um Genial Negociador, entrevista no Diário de Noticias (20.07)
    • Energia Nuclear : o Regresso, in Semanário (29.07)



    2010

    • Exercício de "Real Politik" – A Integraçao Europeia e o Euro, "lição jubilar" (27.10) publicada depois in Estudos em Homenagem ao Prof. Dr J. Gomes Canotilho (2012)



    2012

    • Petróleo, Politica e Historia (1948 – 2011), comunicação no ciclo "Diálogos e Expectativas – do Frenesi à conversa" na Fundação Oriente (??.03)

    Sans date

    – Vicio, Irreflexão, Hipocondria e o "Financiamento da Saúde" (não parece ter sido publicado)